quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

RELAÇÕES COMPLICADAS

ME AJUDE A DEIXAR DE AMAR FULANO.


A agenda acusa que mais um paciente está pra chegar, assim, o senso de urgência e necessidade da pessoa a faz ser bem precisa quanto à situação que a aflige. A fala eloquente, num misto de feições de medo e espanto formam o espectro do desatino.

A presteza em apontar sua real necessidade, ou seja, a pessoa diz sofrer por amor. Ao entrar numa relação buscando ser amada, no máximo que achou foi o desamor por si mesmo. No entanto, a centelha residual de saúde psicológica, quase apagada, recobrou suas forças.

No afã de curar-se do mal do amor, descobre-se indigente em seu amor próprio. Ao indagar sobre a expectativa do tratamento a pessoa não titubeia: Por favor, ajude-me a deixar de amar fulano!

A crença de que para livrar-se de uma relação destrutiva começa no desamor é perigosa, talvez, fosse à mesma coisa que prometer a adicto-alcoólatra que o tratamento começará a ser possível, quando o mesmo perder o fascínio e prazer pelo álcool. Ora, o sucesso da recuperação do alcoólatra não está condicionado à perda do prazer pela bebida. Não existe recuperação da droga de forma mágica, inclusive é um exercício diário de incremento da vontade e da decisão.

Da mesma forma que não existe dependente do álcool sair , de vez em quando, para tomar uns drinques. A pessoa dependente afetiva, do mesmo modo, não deve relacionar-se com determinadas personalidades.
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Então, nesse momento, rever condicionamentos amorosos, questionar as certezas afetivas, assim, destronar a crença de que você sofre por amor. A primeira coisa que a pessoa precisa saber é que o amor não promove dor, medo e aflições. Por isso, ter a certeza de que tal sentimento não é amor é o primeiro passo para romper relações destrutivas.


A validade da terapia é findar o autoengano, promover o autorrespeito, recuperar a dignidade afetiva e plenificar sua afetividade, independentemente, da permissão do “outro” que um dia maltratou tanto sua dignidade afetiva, em prol do pseudo amor.

Marcos Bersam
Psicólogo.

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DEBAIXO DO MESMO TETO

FAZENDO E RECLAMANDO.

Em nenhum momento foi cogitado afirmar que fulano não trabalha ou não seja responsável nas suas obrigações diárias, portanto, tem sido difícil aguentar o rosário de lamentações e queixas, que sucedem a conclusão de algum afazer. A perspicácia mais débil percebe o quanto o sujeito sente-se orgulhoso de dizer que, fez isso ou aquilo, em prol de todos, claro, isso tudo, com um tom de lamento, sacrifício e sofreguidão. A grande questão é que toda pessoa perfeccionista, ou seja, tem no controle e na exibição sofrida sua gratificação pelos feitos. 

Então, a capacidade de reclamar tem sido inversamente proporcional ao desejo de delegar tarefas, tampouco é justo reivindicar justiça e reconhecimento. A pessoa que busca ,desenfreadamente, alivio para sua sobrecarga, nas queixas insistentes, em tese, trapaceia suas reais necessidades emocionais. Tal indivíduo sente-se o único a ser capaz de fazer algo, logo não tem sentido pedir ajuda e ser auxiliado, assim, precisa da fadiga e do esgotamento como moeda de reconhecimento de seus feitos. 

A queixa, por vezes, torna-se uma viga importante no edifício neurótico, quando ouvir uma lamentação é imprescindível saber que a pessoa pode estar numa zona de conforto-orgulho do lamento. O sujeito centralizador acaba sendo arrogante e desmerece qualquer ajuda, então, frases do tipo: Só eu sou capaz de fazer! Ninguém sabe fazer o que faço! Todos fazem sempre tudo errado! 

Ora, aceitar que o outro possa fazer e desempenhar sua função aponta para o vazio, retira o deleite do controle, confisca a pretensão de ser perfeito. Finalmente, antes de alardear seu cansaço e esgotamento, torna-se honesto reconhecer até onde foi sua habilidade de delegar, caso isso não tenha acontecido sua queixa é apenas um “gozo casual”.

Psicólogo Marcos Bersam

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O QUE EU QUERO NO MEU PRÓXIMO RELACIONAMENTO

APRENDENDO COM O RELACIONAMENTO ANTIGO


A jornada não foi nada fácil até os dias atuais naquela relação, porém, é inegável que houve momentos de alegria e felicidade. No entanto, nos últimos tempos, os dissabores tinham ganhado proporções gigantescas. A separação mental e afetiva acontecia, como sempre, antes da despedida derradeira. Então, a culpa, o carinho, a família e gratidão vencida davam um tom mais dramático à decisão final de rompimento da relação. 

Assim sendo, o mesmo sacrifício feito para aparentar que sua vida era um conto de fadas, ora, perfeita aos olhos dos outros, dificultou a tomada de decisão. Assim, os mais próximos enxergavam uma relação que você nunca viveu, em tese,  o segredo não confiado a ninguém, claro, fez você acreditar na imagem construída para os outros. Naturalmente, dúvidas saltitavam em sua mente: - Será que não sou feliz? Relacionamento não é assim mesmo? Todos os relacionamentos não seriam iguais? Será que não reclamo demais?  

O mesmo esforço para manter as aparências de um relacionamento perfeito, torna-se o mesmo complicador para a tomada de decisão, ainda mais quando você precisa convencer primeiro os amigos e familiares, antes de si mesmo, que o fim é inegociável.  Por fim, o término de relacionamento é uma usina de dúvidas a assombrar qualquer senso de lucidez, entretanto, nesse emaranhado de incertezas resta apenas uma convicção para seu futuro. De fato, você,  acredita que precisa conciliar, num futuro relacionamento, a seriedade da relação própria dos adultos com a leveza e bom humor dos que vivem o amor com o desprendimento de expectativas e promessas escandalosas e barulhentas.

Marcos Bersam

Psicólogo

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

TOMADAS EM EXCESSO

Resultado de imagem para EXCESSOS DE TOMADAS E FIOS
A sensação de cansaço parece ter acampado na antessala de sua rotina, assim, você parece acordar cansado e sem ânimo necessário para cumprir toda sua agenda. Não obstante, os seus aparelhos eletrônicos são recompostos a noite com toda a carga necessária, ora, esquecer de recarrega-los é algo impensável.

Assim sendo, a mente não combina com o corpo o momento de desligar, pois a preocupação em recarregar tudo gera certa negligência consigo, então, o quarto está decorado com toda a parafernália eletrônica que agrava seu descanso.

O campo magnético no entorno do indivíduo é alimentado por baterias, celulares, tabletes, tomadas e alguns fios; ou seja, os quartos, de hoje em dia, nunca tiveram tantas tomadas, em tese, para lembrar que sempre é tempo de carregar e fazer funcionar algo.

Por isso, a demanda de tomadas indica o grau de ansiedade de muitos que recorrem aos consultórios psicológicos, cabe nos tempos atuais o psicólogo sondar quantas tomadas irão para cama com o sujeito. O sono tem ficado entrecortado com sobressaltos de preocupações recorrentes, a insônia e agitação noturna são apenas a extensão do dia anterior. Toda a ansiedade e aflição noturna têm como testemunha alguma tomada carregando e energizando algum eletrônico.

Decerto, a fadiga, falta de concentração, ausência de criatividade, nervosismo, perda da libido, preocupação são os sinais inequívocos de uma revolução das tomadas, que sempre lembram o quanto é indesejável ficar desligado. Enfim, destinar uma tomada para você recarregar suas energias é uma atitude saudável, ainda mais, num mundo que sobra tomada e pessoas sem energia.

MARCOS BERSAM
Psicólogo Clínico

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

PSICOLOGIA DO ANTES

SEMPRE ANTES


Antes de falar é preciso escutar; antes de ensinar ter aprendido; antes de amar perdoar; antes de agir refletir; antes de julgar conhecer-se; antes de quebrar saber consertar; antes da certeza permitir a dúvida; antes de exigir ser generoso; antes de ter coragem, visitar seus medos; antes de conseguir, acreditar; antes de chegar, esforçar-se; antes de envelhecer, claro, ter amadurecido.

marcos bersam
psicólogo clínico

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face: psicologo marcos bersam