quinta-feira, 31 de março de 2011

PRECISA-SE DE UM AMIGO

"Não precisa ser homem, basta ser humano, ter sentimentos.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem imprescindível, que seja de segunda mão.

Não é preciso que seja puro, ou todo impuro, mas não deve ser vulgar.

Pode já ter sido enganado (todos os amigos são enganados).

Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.

Deve gostar de crianças e lastimar aquelas que não puderam nascer.

Deve amar o próximo e respeitar a dor que todos levam consigo.

Tem que gostar de poesia, dos pássaros, do por do sol e do canto dos ventos.

E seu principal objetivo de ser o de ser amigo.

Precisa-se de um amigo que faça a vida valer a pena, não porque a vida é bela, mas por já se ter um amigo.

Precisa-se de um amigo que nos bata no ombro, sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo.

Precisa-se de um amigo para ter-se a consciência de que ainda se vive."

Carlos Drummond de Andrade

PENSAMENTO DO DIA:

Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.
Platão

segunda-feira, 28 de março de 2011

PAPEL DE HOMEM



Olha homem que é homem não chora; foi com esse clichê que minha geração foi criada; é duro admitir que já não sou criança; mas não ficava bem na minha época homem usar brincos e muito menos fazer as unhas. Hoje o homem está diferente; hoje ele frequenta com a mesma desenvoltura o salão de Beleza; as clínicas de estética. E um homem psicologicamente correto afetuoso; implicado; vaidoso; companheiro e também muito confuso, perdido e culpado. Apesar de não haver espaço mais para o homem de antigamente é fato que o homem hoje fica muito perdido em algumas questões tal com a paternidade. vejo cada dia mais pais querendo ser amigos e esquecendo de serem pais; por um instante parece que a autoridade é algo não tão imprescindível como em outra época. E é nesse viés que conduzi minha entrevista.

um abraço.
Dr.Marcos Bersam


O papel do homem na sociedade

domingo, 27 de março de 2011

PENSAMENTO DO DIA:

Quanto menos inteligente um homem é, menos misteriosa lhe parece a existência.
Arthur Schopenhauer

sábado, 26 de março de 2011

NOVO LAYOUT DO BLOG!

Olá, amigos internautas!

Resolvi mudar o layout de nosso blog, para uma melhor visualização das postagens. Mas as novidades não acabam por aí....
Em breve postarei novos vídeos de entrevistas e irei implementaroutras mudanças para uma melhor navegação no blog. Solicito à vocês que, caso tenham alguma sugestão a fazer para melhorar ainda mais nosso blog, deixem nos comentários dessa postagem que irei analisá-las com muito carinho.

Dr. Marcos Bersam

sexta-feira, 25 de março de 2011

Afinidade - Arthur da Távola

Olá, amigos internautas!

Falando de relacionamentos, analisem este poema de Arthur da Távola, que explicita bem o que é ter afinidade, o "sentir com o outro" e não "para o outro".

Dr. Marcos Bersam


PENSAMENTO DO DIA:

"Podemos nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio."
Sigmund Freud

terça-feira, 22 de março de 2011

Psicologia - Relação - Filhos, Enteados, Madrasta e Padrasto.avi

Olá, amigos internautas!

Depois de alguns percalços deste cotidiano cada vez mais corrido, enfim, conseguirei destinar um maior tempo ao nosso blog, onde estou preparando mais videos e conteúdos que nos fazem refletir sobre as vicissitudes de nossa existência.
Observando agora à pouco, verifiquei que um dos meus vídeos de entrevista, que já estavam editados, ainda não tinha sido postado no blog, e tão-somente no site. Assim, para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de assisti-lo, abaixo vai mais um video sobre relacionamentos familiares.

Em muito breve estarei postando novos videos e um maior conteúdo.
Abraço a todos os amigos do blog!

Dr. Marcos Bersam




PENSAMENTO DO DIA:

O sofrimento precisa ser superado, e o único meio de superá-lo é suportando-o.
Carl Gustav Jung

domingo, 20 de março de 2011

Invisibilidade Emocional

É bem verdade que fico muito preocupado de minha caixa de email ficar lotada com xingamentos de toda espécie ou com reclamações veementes de internautas cultos; pois sei que corro sempre o risco de ter sido infeliz na escolha do tema eleito por mim. É bem verdade que a minha meia dúzia de leitores aumentou um pouco depois de muita insistência e conto também com a complacência de vocês ao me julgarem medíocre; mas afinal posso pelo menos assegurar que é original e os textos não são recorte de outro site ou um plágio sem vergonha. Hoje conto com alguns leitores fora minha secretária; irmãos e madrinha. Alguns me perguntam de onde tirei esse tema; nem eu sei precisar; muitos temas acontecem ora depois de uma consulta ou ouvindo o silêncio ensurdecedor de uma conversa descompromissada. Estou falando de uma situação que acomete tanto filhos; esposas ou relacionamentos. Confesso a vocês que um dos super heróis que me fascinava desde pequeno era o homem invisível; não sei se é da época de vocês, mas ele podia estar ali sem ser notado; às vezes tal habilidade fazia escapar de situações perigosas ora seus poderes se transformava em arma; logo não ser notado propiciava o efeito surpresa ao inimigo. Lembro que o homem invisível usava os seus poderes para ser admirado e combater o crime. Talvez todos nós um dia pensamos como podiamos sermos invisíveis e de sem que ninguém percebesse ouvir conversas; planos e intrigas sem o constrangimento de nossa pessoa. Só que tem pessoas que não escolheram ser super herói e sofrem com a invisibilidade; vou chamar a partir der agora de invisibilidade emocional; ou seja, diferente do super herói essa pessoa não acha nem um pouco engraçado não ser notado; ele na verdade não tem opção. O sujeito que esta nessa situação adquire tal invisibilidade devido ao descaso; a rotina; o tédio; monotonia e todos os ingredientes que farão você não ser notado. É interessante você está ali, mas o outro não te nota; o marido ou namorado está diante de uma mulher interessante e batalhadora e não percebe tais valores; quem dirá um brinco novo ou um batom mais provocante; até mesmo o decote naquela pessoa passa despercebido. A invisibilidade emocional na verdade desconstrói as certezas da pessoa; por um instante você passa a acreditar que você não é notado por culpa sua. A mulher começa a ser perguntar será que não sou mais atraente? Será que engordei? O filho pensa será que sou um peso na vida dos meus pais? Sinceramente nem sei se esse conceito existe; tomara que não, pois assim posso me aventurar a escrever algo novo e quem sabe entrar para os anais da Psicologia e formular uma nova abordagem e escola de pensamento e claro anabolizar minha conta bancária. Estive pensando que a invisibilidade emocional é algo cada vez mais freqüente; a nossa percepção funciona na medida em que a emoção colore nossos olhares sobre o objeto; vou explicar melhor quando não há emoção outros diriam afeto eu continuo preferindo amor a nossa cognição entra em colapso. Estar invisível para alguém acaba sendo um tormento quando existe assimetria afetiva; ou seja, se a sua neurose não provocou tantas metástases no seu ser você consegue ter consciência de que sua atenção na vida do seu parceiro ou companheiro é mais relevante do que a dele em você. Pronto está montado à equação você está se tornando um chato e conseqüentemente um candidato a invisibilidade emocional. Para não deixar dúvidas a chatice é quando nós demonstramos mais interesse em alguém do que ele em nós. Então de modo geral a invisibilidade emocional aponta de antemão a chatice. Alguns clientes que me procuram adoeceram psiquicamente porque estão no calabouço da invisibilidade emocional; os filhos por não serem vistos e percebidos como sujeitos e, portanto únicos e importantes são arremessados no mundo do crime; das drogas ou da marginalidade. Pois na lógica dessas pessoas é preferível ser reconhecido como perverso; bandido ou drogado do que continuar sendo desprezado enquanto sujeito. O sofredor de invisibilidade emocional não existe; na verdade é um zumbi. É muito importante que quando você optar por ter alguém em sua vida essa pessoa merece ser vista; ser notada; seja como filho; mulher; esposa ou amigo. Alguns que estão nessa condição ainda tentam implorar para serem vistos; seja com pedidos, novenas ou simpatias. Na verdade uma vez invisível dificilmente você consegue aparecer com tais estratégias. A invisibilidade emocional na verdade é sentida mais perto dos que diz mais nos amar; no consultório vejo que é na família ou na proximidade dos laços sanguíneos nos relacionamentos de longa data que você começa a desaparecer; ou se desintegrar existencialmente. Existem até desculpas prontas para essa situação; falta de tempo; trabalho; vida agitada; compromissos e a vida maluca. Os que dizem nos amar são muitas vezes os que mais aceleram o processo de invisibilidade. A palavra amor na verdade é uma boa desculpa para o processo de conquista; a fala diz o que o olhar não consegue. Nessa incoerência e hiato entre os sons das palavras e os gestos das pessoas a conquista sai de cena e entra na relação à certeza do já ser. Sou casado; sou esposa; sou pai; sou filho; a comodidade dos papéis sociais acelera o processo de invisibilidade. Casais reclamam muito comigo que o outro não o nota; não nota ele, nem em suas coisas ou projetos e um estranho aparece para dizer que ele está ali. Muitos relacionamentos extraconjugais começam por uma falha, um hiato na condução da visibilidade do outro. Quase todos que estão invisíveis podem ter se tornados assim por terem sido chatos demais. Mas acalmem-se tem alguns que realmente são vitimas do destino; crianças que são ignoradas por pais ausentes sofrem e ficam marcadas pra sempre; podemos dizer que o amor é o antinodo que faz você aparecer ou reaparecer na percepção do outro. Tal como o super herói que tinha um determinado tempo de invisibilidade ou algum aspecto que fazia voltar a ser visto; só que na vida real o antídoto para você sair da sua invisibilidade é se afirmar como pessoa valorizar suas escolhas não se amedrontar e assumir as rédeas de sua vida. Isso derrama sobre você um espécie de purpurina metalizada que do contorno a sua individualidade, é verdade que quando assumimos e nos conscientizamos da nossa invisibilidade emocional somos notados e, portanto sujeito ao olhar do outro. Só que tal como o homem invisível que torna-se humano quando na medida em que é visto, notado. Você também deixa o mundo imaginário e do faz de conta quando se divorcia de sua invisbilidade emocional e ingressa com veemência na realidade afetiva do outro. Então deixar de ser invisível é assumir os riscos de inerentes da condição humana. E amigos internautas sair da invisibilidade atrai sobre nós os holofotes da sociedade; dos que continuam invisíveis e presos em suas neuroses; mas nem por perderam a capacidade de julgar e condenar. Agora a boa notícia é que apesar do ônus e risco de ser julgado; criticado e condenado logo você poderá também ser amado e nunca mais querer se sentir invisível.
Dr.Marcos Bersam

quinta-feira, 17 de março de 2011

terça-feira, 15 de março de 2011

PESSOAS INDIGESTAS


Confesso a minha meia dúzia de leitores que às vezes sinto que minha já combalida carreira de escritor está chegando ao fim; pois tal raciocínio advém da ausência de insights interessantes, sinto de modo recorrente o esmaecer de minhas inspirações de outrora. Envolto nessa prostração literária não conseguia eleger algo que merecesse ser abordado. Então quando já estava sem a menor pretensão de encontrar algo foi que saltitou em minha frente à inspiração; vou explicar melhor. Sempre procurei desligar a chave geral de Psicólogo; ou seja, procuro e devo conforme manda a cartilha profissional deixar o olhar clínico de psicólogo confinado apenas em meu consultório; quero dizer que sei que é um saco o sujeito ser profissional o tempo todo. Estou falando daqueles sujeitos que teimam em levar consigo a profissão para os momentos de entretenimento. Há muito tempo sou defensor do estar psicólogo; ou seja, desempenhar meu papel apenas no setting analítico. Mesmo sendo adepto dessa filosofia; outro dia após vários atendimentos lembrei que seria bom espairecer e fui convidado por alguns amigos a uma roda de samba. Estou lá certo que tinha desligado o disjuntor, a tomada; de Psicólogo. Entre uma conversa e outra sobre as amenidades do dia a dia com amigos eis que sinto uma pontada no ouvido direito que reverberou por todo meu ser. Uma sensação de estranheza e mal estar súbito me invadiu; e sei que isso acontece quando não desligo a chave do ser Psicólogo e aí meus amigos já era tarde para executar qualquer manobra para sabotar a escuta que uso enquanto psicólogo. Calma vou explicar melhor, estou falando que esse mal estar foi causado por um sujeito que havia chegado a mesa em que estava; ele estava contando quanto custou seu carro para uma jovem e logo depois começou a enumerar o limite do cartão de crédito; o que fazia; onde trabalhava e não demorou muito revelou também como era grande sua granja. Impressionante como a idiotice e a boçalidade ladeavam aquele rapaz. Então o ser psicólogo me obrigou a ouvir aquele discurso pronto e ensaiado e percebi o quanto ele deixava de falar o que mais interessava. Aquele rapaz tornara-se refém de sua insegurança existencial; se protegendo atrás da posse e do status do ter. Tem pessoas que não perdem a oportunidade de ostentarem o que tem; com intuito de se afirmarem perante o outro. Confesso a vocês que cheguei num ponto que isso me enoja. Então tome cuidado para não se encantar com esse discurso; aproveite a oportunidade para se afastar; pessoas assim estão mergulhadas num narcisismo patológico; vivem a perspectiva da conquista permanente e você em breve se tornará apenas mais um troféu a ser exibido. Pessoas assim não conseguem se relacionar com sua essência. A hipocrisia não fornece subsídio existencial para a pessoa se apresentar pelo que é; o ter esmaga o ser. Essas pessoas estão alicerçadas na materialidade efêmera. Os valores e as virtudes que subsidiam a paz interior do sujeito não estão presentes na vida dessas pessoas. O que conta é opinião alheia e as regras sociais. A atmosfera mental desses indivíduos é enfadonho e cheio de soberba. Então fique vigilante a esse comportamento infantilizado de exibir o ter; recolha-se a ouvir mais e falar com sabedoria. Sempre tendo a certeza de que vangloriar-se do ter é muito limitado e raso; então para nos imunizar dessas pessoas indigestas que tal começarmos a nos questionarmos se temos alguma semelhança com esse jeito bossal de ser, ou seria forma de ter?

Dr. Marcos Bersam

domingo, 13 de março de 2011

CINEMA


olá, amigos internautas. Não sei explicar essa obrigação intrinseca com o blog; mas num misto de preguiça de escrever algo novo ou no mínimo algo medianamente inteligente vou apenas comentar com vocês o último filme que assisti que acredito que vocês com certeza apreciarão. Estou falando do filme de Woody Alenn TUDO PODE DAR CERTO. Um filme para rever as certezas da vida.

Dr.marcos bersam

sexta-feira, 11 de março de 2011

PENSAMENTO DO DIA:

"Você não pode mudar o vento, mas pode ajustar as velas do barco para chegar onde quer."
Confúcio

quinta-feira, 10 de março de 2011

Psicologoia - O ciume nas relações.avi

ENTREVISTA COM DR.MARCOS BERSAM

Olá amigos internautas, conforme havia prometido mais uma das minhas entrevistas. Na oportunidade fica questões acerca até que ponto o ciúme protege ou corrompe a relação. No discurso do cuidado muitas vezes escondemos neuroses que aprisionam o sujeito em relações simbióticas que causam insegurança, medo e encarceramento psíquico e existencial. . E até quando o ciúme é apenas um medo mediano encontrado em todos os que são medianamente normais.

Dr.Marcos Bersam

terça-feira, 8 de março de 2011

JUNG, CARNAVAL E A IMPORTÂNCIA DOS RITOS.



No Brasil, o carnaval se expressa de um jeito próprio para cada região. É tão diversificado quanto a variedade de suas tradições. Em todos os lugares, podemos viver momentos encantados, muitas vezes perdidos lá na ingenuidade de nossas infâncias. Em nenhum espaço faltam as diversões e fantasias. Podemos participar ou assistir ao trio elétrico com os seus blocos, a Timbalada, as escolas de samba e o sambódromo, o maracatu, o frevo, o carnaboi e o boi-bumbá, etc. Com todos esses estilos e um só povo, expressamos a alegria de existirmos como uma nação, transformando as diferenças sociais em um só grito de alegria para dizer ao mundo que estamos vivos e que, neste país, o calor humano é intenso.
Essa festa brasileira, luso-afro-ameríndia, sofreu a influência da França, que se manteve hegemônica na forma de fazer carnaval. Portugal nos trouxe o entrudo e, da comédia teatral, o Rei Momo; além do zépereira, tocador de bumbo, que revolucionou o carnaval carioca e deixou a herança rítmica da cuíca, do pandeiro, do reco-reco e de outros. Também a Comédia Italiana influenciou com suas colombinas, pierrôs e os arlequins. Esta mistura de costumes e tradições tão diferentes faz do nosso carnaval o mais famoso do mundo.
Foi o que nos mostrou um estudo folkmidiático (III Conferência Brasileira de FolkComunicação, 2001).
No Brasil, o carnaval é irreverente, criativo e popular. Muitos ligam esta festa a espíritos malignos. Outros indivíduos a relacionam a uma liberdade plena de expressão e até se ressentem do fato de que em alguns lugares é uma festa a mais para se assistir, enquanto em outros lugares é para ser vivenciada.
Carl Gustav Jung chamou a linguagem de que é feita a matéria dos nossos sonhos e fantasias de "pensamento não dirigido". É um pensamento bem oposto ao do intelecto e ao da exposição e intuições. Nele, as regras da Lógica e da Física não se aplicam e nem tampouco os preceitos morais. À medida que saímos da infância, somos iludidos pelo "pensamento dirigido" e, sem saber, nos escravizamos às manipulações de marketing ( Jung, 1973). Para uma ilustração sobre a nossa necessidade de viver o mundo encantado, bom seria assistir a um filme em casa. Algumas vezes, temos de interrompê-lo para atender ao telefone ou a outras solicitações. Quando vamos ao cinema assistir ao mesmo filme, ficamos em uma fila, compramos pipoca e depois entramos na sala escura em meio a tantas pessoas desconhecidas. Provavelmente estaremos nos aproximando mais desse mundo das trevas que habita o nosso interior e, dessa forma, o exterior e o interior se unem para mergulharmos nas emoções do filme e vivenciar de forma mais intensa a importância dos rituais.
Durkheim (1996), pai da Sociologia moderna, ao analisar os ritos, nos diz que a partilha de um sentimento comum é a única coisa importante no ritual. Aproxima-os das representações dramáticas e das recreações coletivas. Tais rituais fazem que os homens se esqueçam do mundo real para se transportar para outro mundo, onde a sua imaginação fica mais à vontade. Para ele, toda festa, mesmo que seja laica em suas origens, tem certos caracteres da cerimônia religiosa, pois traz a efervescência e o delírio, que também acontecem no estado religioso.
Para Jung (1973), os rituais facilitam a conexão entre nossas realidades interiores e exteriores, como também entre os mundos conhecidos e desconhecidos. Observou que o homem primitivo (homem-criança) sempre recorreu a ações ritualísticas, tais como danças, cantos, identificação com os espíritos, etc. Esses mitos são coordenados por uma tendência humana para organizá-los, independentemente da cultura, em um comportamento padrão que sempre existiu e sempre existirá, chamado por Jung de "arquétipo".
Miscigenação de cultura marca os ícones do carnaval brasileiro. Portugal trouxe o Entrudo e, da comédia teatral, o Rei Momo, além do Zé-Pereira. A Comédia Italiana, por exemplo, trouxe as colombinas, os pierrôs e os arlequins
Primórdios da festança
O carnaval surgiu séculos depois que a Igreja Católica, no ano de 604, na figura do Papa Gregório I, determinou um período do ano para os fiéis deixarem de lado a vida do cotidiano. Nesse período, hoje chamado de Quaresma, os fiéis deveriam dedicar-se só às questões espirituais, para lembrar os 40 dias de jejum e provações de Jesus no deserto. No ano de 1091, já com o papa Urbano II, se fixou uma data ofi- cial para o período da Quaresma. O primeiro desses dias passou a ser chamado de Quarta-Feira de Cinzas. No entanto, para compensar as privações dos prazeres mundanos, surgiu, por parte dos fiéis, outro ritual, precedendo a esse último, para viverem a polaridade oposta. Podese imaginar o aumento do consumo das carnes, além dos chamados "pecados da carne". Talvez por isso, esses últimos dias de fartura começaram a ser chamados de dias do "adeus carne" que, em italiano, se diz dias da "carne vale" ou do "carnevale". Essa é uma das explicações para a origem do nome desse ritual, bem como para a sua própria existência (Ferreira, 2004).

sexta-feira, 4 de março de 2011

quinta-feira, 3 de março de 2011

ÉPOCA DE CARNAVAL: QUANDO PERMITIMOS SOLTAR AS AMARRAS DA RAZÃO.


Quando criança me lembro com se fosse ontem que havia uma época do ano que virava super herói; se não me falha a memória as pessoas cantavam; outros homens transformam-se em mulheres; alguns em Reis e Rainhas; monstros não eram difíceis de serem notados. Corpos desnudos emoldurados por duendes; fadas. Carnaval momento de irreverência e criatividade ; lugar de uma catarse coletiva que causa uma frouxidão na censura. Época que o superego entra de recesso junto com a razão . E ganha vida a loucura; a fantasia; criatividade e a irreverência. Então amigos sempre é saudável transitar no terreno do faz de conta; mas lembre-se que quarta feira de cinzas não demora muito a chegar e aí a realidade bate a porta trazendo consigo a famigerada sensatez. Nesse intervalo do carnaval como sei que nem o meu leitor mais sensato vai perder tempo com meu blog vou me permitir fazer uma pausa para um descanso merecido.

Dr.marcos bersam

terça-feira, 1 de março de 2011

ENTREVISTA : DIFICULDADE EM DIZER NÃO

Numa época em que todos somos levados a dizer sim a um mundo cada vez mais hedonista; dizemos sim ao consumo; a competição; ao supérfluo; ao status; a estética alienante e ao imediatismo inconsequente do hoje sem pensar nas consequências. Alguns tem dificuldade também em educar filhos; acreditando que promover educação é facilitar; dizer sim para não traumatizar. Os pais culpados por terem de trabalhar e deixar os filhos durante a semana com avós ou babas ofertam aos filhos uma recompensa do sim; afinal a mídia faz acreditar que o não traz o trauma. O que é um equívoco. E aí temos filhos que não aprenderam como é importante ter ouvido não; filhos que não sabem como a vida oferece limites. E por ser limitada que damos um significado ao tempo e ao crescimento. A aprender a dizer não é saber escolher sem culpa; é saber que dizer não é optar por um caminho mesmo sendo talvez o que não fora sonhado; mas o que fora possível e isso já é extremamente humano.

Dr.Marcos Bersam
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Psicologia - Dificuldade em dizer Não.avi